A German postcard showing the entrance to the Lodz ghetto. [LCID: 07065]

Guetos na Polônia

Guetos na Polônia Milhões de judeus viviam no leste europeu antes da Segunda Guerra. Após a invasão da Polônia pela Alemanha em 1939, mais de dois milhões de judeus poloneses foram submetidos ao controle alemão. Posteriormente, em junho de 1941, com a invasão da União Soviética, outros milhões de judeus também se tornaram vítimas do regime nazista. Os alemães desejavam controlar aquela grande população judaica, forçando-os a residir em áreas específicas de cidades e municípios chamadas pelos nazistas de “guetos”, ou “bairros judeus”. Ao todo, os alemães criaram pelo menos 1.000 guetos nos territórios ocupados. O maior deles estava em Varsóvia, a capital polonesa, e nele quase um milhão de judeus foram confinados.

Muitos guetos foram estabelecidos em cidades e municípios onde os judeus já se concentravam. Tanto judeus quanto ciganos de regiões vizinhas, e também do oeste europeu, foram aprisionados em guetos. Entre outubro e dezembro de 1941, milhares de judeus alemães e austríacos foram transportados para guetos no leste da Europa. Os alemães normalmente separavam as áreas mais antigas e decadentes das cidades para a criação dos guetos. Às vezes, tinham que despejar moradores não-judeus de suas casas [eles eram transferidos para ‘areas melhores] para nelas abrigar várias famílias judias conjuntamente. Muitos guetos eram cercados por cercas de arame farpado ou muros com entradas vigiadas pela polícia local, pelos alemães e por membros das SS. À noite, após o toque de recolher, os moradores tinham que permanecer dentro de casa.

Nas cidades polonesas de Lodz e Varsóvia as linhas de bondes [ transportes coletivos elétricos] passavam no meio do gueto. Em vez de mudarem a rota das linhas, os alemães obrigavam os moradores dos guetos a cercá-las e colocavam policiais vigiando a área para evitar que judeus escapassem nos bondes. Os passageiros que moravam fora do gueto usavam os bondes para ir ao trabalho durante a semana, e alguns em passeios de domingo para observarem e zombarem dos judeus aprisionados, doentes e famintos que ali viviam.

DATAS IMPORTANTES

12 DE OUTUBRO DE 1940
JUDEUS DE VARSÓVIA SÃO APRISIONADOS EM UM GUETO

Naquele dia os alemães anunciaram a criação de um gueto em Varsóvia [OBS: originalmente o termo se referia a determinadas áreas das cidades européias onde os judeus eram obrigados a viver segregados, cercados por um muro, com restrições das autoridades para sair e se misturar aos habitantes cristãos]. Em novembro de 1940, todos os judeus residentes naquela cidade foram obrigados pelos nazistas a ir para uma determinada área, a qual foi separada do resto de Varsóvia através da construção de um muro coberto por arame farpado, com mais de 3 metros de altura, e nela os judeus foram confinados. Os alemães vigiavam de perto os limites do gueto para impedir qualquer contato dos prisioneiros com o restante da população. O gueto de Varsóvia era o maior de todos aqueles que os nazistas criaram, tanto em área quanto em população. Mais de 350.000 judeus, cerca de 30% dos habitantes de Varsóvia, foram confinados em apenas cerca de 2,4% da área total daquela cidade.

22 DE JULHO DE 1942
JUDEUS DE VARSÓVIA SÃO DEPORTADOS PARA O CENTRO DE EXTERMÍNIO DE TREBLINKA

Entre 22 de julho e meados de setembro de 1942, mais de 300.000 pessoas foram retiradas do gueto de Varsóvia, e mais de 250.000 delas foram despachadas para a morte no centro de extermínio de Treblinka. As pessoas a serem deportadas eram obrigadas a comparecera um determinado Umschlagplatz (ponto de deportação) ligado à ferrovia Varsóvia-Malkinia. Eles eram então amontoados como animais em vagões de carga, e a maioria era enviada através da cidade de Malkinia para ser sacrificada no campo de Treblinka, onde eram executados assim que chegavam. Em setembro, no fim das deportações em massa do ano de 1942, sobraram cerca de 55.000 judeus prisioneiros no gueto.

19 DE ABRIL DE 1943
COMBATENTES JUDEUS RESISTEM AOS ALEMÃES NO GUETO DE VARSÓVIA

Os alemães decidiram eliminar o gueto de Varsóvia e anunciaram novas deportações em abril de 1943. O reinício daquelas atividades foi o sinal para a revolta armada. A maioria de seus habitantes não se apresentou para a deportação forçada, e muitos se prepararam para lutar até a morte, alojando-se em casamatas improvisadas e esconderijos. Os combatentes judeus lutaram contra os alemães em todos os locais, nas ruas e nos esconderijos. Por fim, os nazistas atearam fogo ao gueto, forçando a população a sair para as ruas, e o reduziu a escombros. Em 16 de maio de 1943 a batalha terminou. Milhares de judeus de todas as idades foram massacrados, e o que restou da população do gueto foi deportada para campos de trabalho escravo. O Levante do gueto de Varsóvia foi o maior e mais importante levante judaico contra o nazismo, e foi também a primeira revolta urbana contra os nazistas em áreas da Europa ocupadas pelos alemães.

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