<p></p><p>O governo de Adolf Hitler era popular entre a maioria dos alemães, mas havia uma pequena percentagem da população que se opunha a algumas políticas do estado nazista e ao controle da sociedade exercido pelo processo de "coordenação" (<i>Gleichschaltung</i>)– i.e. alinhamento de pessoas e instituições com os objetivos nazistas -- apesar da repressão da Gestapo (polícia secreta) e do Serviço de Segurança (SD) contra  críticas abertas ao regime.</p><p>As formas de oposição variavam desde o não cumprimento das regras nazistas até uma tentativa de assassinar Hitler.  Dentre as primeiras formas de resistência ao regime, estavam a oposição política organizada pelos partidos de esquerda, como o Partido Social Democrata e o Partido Comunista da Alemanha. No entanto, ela foi ineficaz pois a Polícia de Segurança (Sipo) esmagou aquelas organizações pela força.</p><p>Esforços para "coordenar" a vida religiosa também seguiram a ascensão nazista ao poder.  Embora o Acordo assinado entre o Vaticano e o Terceiro Reich, em julho de 1933, regulasse as relações entre o Reich e a Igreja Católica Romana, os nazistas continuavam oprimindo grupos católicos dissidentes e procuravam difamar a Igreja através de uma série de julgamentos teatrais conhecidos como os “Julgamentos dos Clérigos.”  Ainda que tenha permanecido silenciosa em relação à perseguição aos judeus, a Igreja desempenhou um papel importante na oposição ao extermínio de pessoas com deficiências mentais ou físicas ("eutanásia").  Individualmente, alguns clérigos conscientes procuraram proteger ou ajudar os  judeus.</p><p>Também havia oposição entre um número muito pequeno dos jovens alemães, alguns dos quais se sentiam mal por serem coagidos a se filiar à Juventude Hitlerista.  Em Munique, em 1942, alguns estudantes universitários que faziam parte dessa corrente, criaram um grupo de resistência chamado “Rosa Branca”, mas em 1943, seus líderes – os estudantes Hans Scholl e sua irmã Sophie Scholl, bem como o professor Kurt Huber -- foram presos e executados por haverem distribuído panfletos anti-nazistas.</p><p>Um outro grupo, que incluía oficiais militares conservadores e diplomatas alemães, acreditava que a morte violenta de Hitler seria o sinal para uma ampla revolta anti-nazista.  Alguns oficiais militares tentaram assassinar Hitler em 20 de julho de 1944, em seu quartel-general em Rastenburg, no leste da Prússia.  Durante uma reunião militar sobre as frentes de batalha do leste, o coronel Claus Schenk von Stauffenberg colocou perto de Hitler uma maleta dentro da qual havia uma bomba.  O objetivo da conspiração era que Karl Goerdeler, um tradicional político conservador de direita, substituísse a Hitler.  O grupo incluía entre seus membros até mesmo alguns nazistas desiludidos, tais como o Diretor da Polícia de Berlim, Conde Wolf Heinrich von Helldorf, e o Chefe da Polícia Criminal (Kripo), Arthur Nebe.  No entanto, Hitler sobreviveu à explosão e o golpe falhou.  Roland Freisler, juiz do Tribunal Popular de Berlim, conduziu o julgamento dos envolvidos na conspiração e, como era de se esperar, condenou os réus a serem executados na prisão Ploetzensee, em Berlim.</p>

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Resistência

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