
O Campo de Morticínio de Chełmno (Kulmhof)
O centro de extermínio de Chełmno (Kulmhof) foi um dos cinco centros de extermínio criados pela Alemanha nazista como parte da "Solução Final" — o plano nazista para assassinar todos os judeus da Europa. Chełmno foi o primeiro campo onde os nazistas assassinaram judeus em câmaras de gás utilizando gás venenoso. Ao todo, os nazistas assassinaram pelo menos 152.000 israelitas e 4.300 romanis (ciganos) ciganos em Chełmno.
Fatos-Chave
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As câmaras de gás do centro de extermínio de Chełmno ficavam dentro do compartimento de carga de grandes caminhões. As vítimas eram assassinadas por inalação do gás monóxido de carbono.
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Os nazistas controlaram o centro de extermínio de Chełmno em dois períodos distintos. O primeiro período foi de dezembro de 1941 a abril de 1943; o segundo período foi de junho de 1944 a janeiro de 1945.
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Sabe-se que apenas sete homens judeus escaparam de Chełmno; entre eles houve os que falaram, escreveram ou testemunharam sobre o que viveram e presenciaram naquele campo.
O centro de extermínio de Chełmno (Kulmhof, em alemão) foi um dos cinco centros de extermínio criados pela Alemanha nazista como parte da "Solução Final". A "Solução Final" foi o plano nazista para assassinar todos os judeus da Europa. Chełmno (Kulmhof) foi o primeiro campo para o qual os nazistas transportaram judeus com o objetivo de assassiná-los em câmaras de gás. As autoridades nazistas estabeleceram Chełmno especificamente para eliminar a maior parte da população judaica de Warthegau, uma região da Polônia então ocupada pela Alemanha.
Os nazistas ocuparam o centro de extermínio de Chełmno durante dois períodos. O primeiro período foi de dezembro de 1941 até abril de 1943. A esmagadora maioria das vítimas foi assassinada neste primeiro período. O segundo período durou de junho de 1944 a janeiro de 1945.
No total, a Alemanha nazista assassinou pelo menos 156.300 pessoas em Chełmno (Kulmhof). As vítimas de Chełmno incluíram pelo menos 152 mil judeus; cerca de 4.300 romanis (ciganos); e um número desconhecido de poloneses não-judeus e prisioneiros de guerra soviéticos. A maioria das pessoas trucidadas em Chełmno era composta por judeus poloneses da região de Warthegau, incluindo dezenas de milhares de israelitas da cidade de Łódź.
O assassinato em massa de judeus em Chełmno (Kulmhof) teve início em dezembro de 1941. O primeiro transporte de israelitas destinados à morte chegou a Chełmno em 7 de dezembro, incluíndo aproximadamente 700 homens, mulheres e crianças judias da vizinha cidade de Koło. No dia seguinte, 8 de dezembro, os nazistas assassinaram todas estas pessoas por asfixia nas câmaras de gás.
O início do assassinato em massa em Chełmno, em Dezembro de 1941, ocorreu em um momento crítico no processo de implementação da “Solução Final” pelos nazistas. Naquela altura, os nazistas e seus asseclas já haviam assassinado centenas de milhares de judeus em operações de fuzilamento em massa na área da Europa Oriental então ocupada pela Alemanha. Os nazistas também começaram a utilizar gases venenosos para assassinar israelitas em câmaras de gás móveis instaladas em vans que viajavam de um local para outro de forma a aumentar ao máximo o número de vítimas.
Os assassinatos por asfixia em massa em Chełmno marcaram um passo importante no processo da “Solução Final”. Nos três anos seguintes, os nazistas assassinaram aproximadamente 2.7 milhões de judeus em centros de extermínio; e os 700 judeus assassinados em Chełmno no dia 8 de dezembro foram as primeiras vítimas daquela bestialidade.
Prelúdio do Assassinato em Massa em Chełmno (Kulmhof): O Holocausto no Condado do Reich
As autoridades nazistas estabeleceram o centro de extermínio de Chełmno no outono de 1941. O objetivo daquele centro era o de assassinar os judeus que viviam no Warthegau, que era uma parte da Polônia ocupada pela Alemanha que os nazistas pretendiam germanizar. Desde a invasão alemã da Polônia, em setembro de 1939, as autoridades alemãs trataram os israelitas daquela região com crescente brutalidade. A criação de Chełmno representou uma escalada radical e letal nas políticas nazistas anti-judaicas.
O Que Era Warthegau?
Warthegau (formalmente, Reichsgau Wartheland) era uma unidade administrativa nazista que governava parte da Polônia ocupada pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Ela incluía as cidades polonesas de Poznań (em alemão, Posen), Łódź (renomeada pelos alemães como Litzmannstadt) e Inowrocław (em alemão, Hohensalza). Em 1939, essa área abrigava cerca de cinco milhões de pessoas, incluindo aproximadamente 4,2 milhões de poloneses (étnicos) não-judeus, cerca de 400 mil judeus e 325 mil poloneses etnicamente alemães.
O líder do Partido Nazista (Gauleiter) e governador (Reichsstatthalter) de Warthegau era Arthur Greiser. Nesta condição, Greiser era responsável pela administração de toda a área de Warthegau e respondia diretamente ao líder nazista Adolf Hitler. O Líder Supremo das SS e da Polícia (Höherer SS- und Polizeiführer ou HSSPF) em Warthegau era o oficial das SS Wilhelm Koppe. Koppe estava encarregado de todas as forças das SS e da polícia em Warthegau e respondia diretamente a Heinrich Himmler. Tanto Greiser quanto Koppe desempenharam papéis fundamentais na perseguição aos judeus em Warthegau e no assassinato em massa de israelitas em Chełmno.
Como parte do desejo dos nazistas de adquirirem um Lebensraum (um “espaço vital” para expansão da Alemanha), Greiser e Koppe estavam determinados a germanizar Warthegau, território que a Alemanha nazista havia anexado ao Grande Reich Alemão. A germanização de Warthegau significava promover uma limpeza étnica na região, por meio da deportação, do aprisionamento e do assassinato de poloneses e judeus cujas famílias lá viviam há séculos. Com grande parte da população local deslocada da região, os nazistas trouxeram alemães étnicos do Leste Europeu para ocupar as casas que haviam sido tomadas de poloneses e judeus na região.
Políticas Anti-Judaicas no Warthegau/Condado do Reich - 1939-1941
A maior parte da população judaica de Warthegau vivia na grande cidade industrial de Łódź e seus arredores, onde os judeus representavam cerca de um terço da população. Em Łódź, muitos israelitas trabalhavam na indústria têxtil local e participavam de uma vibrante vida cultural judaica.
Logo após a invasão alemã da Polônia, em setembro de 1939, os nazistas implementaram políticas anti-semitas e passaram a perseguir os judeus. A repressão foi particularmente severa em Łódź, onde confiscaram residências e empresas pertencentes aos israelitas e impuseram rigorosas medidas anti-judaicas.
Em Łódź e em todo o território de Warthegau, a partir do final de 1939, as autoridades alemãs obrigaram os judeus a usarem a Estrela de Davi costurada às suas roupas, um distintivo que os identificava de imediato como israelitas. Este foi um dos primeiros exemplos dessa prática durante o Holocausto. Em resposta às políticas antissemitas e à violência dos nazistas, muitos judeus fugiram da região.
A partir do final de 1939, as autoridades alemãs deportaram milhares de judeus para o leste, transferindo-os de Warthegau para o Governo Geral — uma unidade administrativa vizinha, na própria Polônia sob ocupação alemã. As autoridades nazistas alemãs também submeteram os israelitas a trabalhos escravos, dentre eles tarefas na construção civil. Dezenas de milhares de judeus foram confinados em guetos estabelecidos em vilarejos, pequenas cidades e grandes centros urbanos da região. O maior deles, disparadamente, foi o gueto de Łódź, criado na primavera de 1940. O gueto de Łódź era administrado por Hans Biebow, que viria a desempenhar um papel direto no extermínio em massa de judeus em Chełmno.
A Decisão de Assassinar os Judeus em Warthegau
No verão ou início do outono de 1941, por iniciativa de Arthur Greiser, as autoridades alemãs decidiram assassinar todos os judeus de Warthegau que os nazistas consideravam como incapazes para o trabalho. Elas planejavam manter vivos apenas aqueles israelitas necessários à realização de trabalhos escravos no gueto de Łódź. Há indícios de que, em algum momento entre julho e setembro de 1941, Greiser obteve permissão de Hitler para executar este plano.
O Sonderkommando Lange e o Assassinato em Massa Utilizando Vans Destinadas a Operações de Gaseamento
No início do outono de 1941, o oficial das SS Herbert Lange foi encarregado de realizar o assassinato em massa da maior parte da população judaica de Warthegau. Lange foi escolhido por já ter comandado uma unidade das SS especializada em extermínio através da utilização de caminhão de gás. Esta câmara de gás móvel era um caminhão de grande porte cujo compartimento de carga traseiro havia sido convertido em uma câmara hermética, destinada a assassinar pessoas asfixiadas com o gás venenoso de monóxido de carbono. A unidade de Lange era chamada de Sonderkommando Lange (literalmente, "comando especial Lange"). Do outono de 1939 até 1941, o onderkommando Lange percorreu a região de Warthegau, assassinando pacientes de hospitais psiquiátricos poloneses e de outras instituições. Quando Lange foi designado para assassinar especificamente os judeus, o Sonderkommando Lange já havia chacinado mais de 7.500 pessoas.
No final de setembro de 1941, a unidade de Lange começou a assassinar judeus. Ela viajava pelas cidades de Warthegau e realizava massacres de judeus do distrito de Konin utilizando seu caminhão de gás.
Criação do Campo de Morticínio de Chełmno (Kulmhof)
Em Novembro de 1941, o Sonderkommando Lange decidiu que, em vez de gastar tempo viajando para várias comunidades, com o objetivo de realizar os massacres, seria mais fácil transportar os judeus para um único centro de extermínio onde eles seriam assassinados em conjunto. O Sonderkommando Lange estabeleceu este centro de extermínio na aldeia polonesa de Chełmno nad Nerem (Kulmhof an der Nehr, em alemão). Esta aldeia ficava a cerca de 64 quilômetros a noroeste de Łódź. Embora um tanto isolada, ainda assim ela era acessível por trem. No início, o centro de extermínio ainda era conhecido principalmente como Sonderkommando Lange, mas posteriormente tornou-se conhecido como Sonderkommando Kulmhof.
Os Funcionários Nazistas e Outros Tipos de Funcionários em Chełmno (Kulmhof)
Oficiais das SS e da polícia, subordinados ao HSSPF Wilhelm Koppe, foram responsáveis pelas operações de extermínio em Chełmno. Inicialmente, o oficial das SS Herbert Lange atuou como chefe do *Sonderkommando Lange* e, consequentemente, como comandante do centro de extermínio de Chełmno. Em março de 1942, Lange foi transferido para o Escritório Central de Segurança do Reich, em Berlim. O oficial das SS Hans Bothmann o substituiu no comando. A partir daquele momento, o Sonderkommando passou a ser denominado Sonderkommando Bothmann ou Sonderkommando Kulmhof.
Os Membros do Sonderkommando Alemão
Os membros do Sonderkommando alemão formavam um pequeno grupo (entre 10 e 15 homens) de agentes da Polícia de Segurança, a maioria dos quais também integrava as SS e o SD. O Sonderkommando contava ainda com o apoio de uma unidade de policiais alemães uniformizados. Esta unidade policial uniformizada era denominada Polizeiwachtkommando. Seus integrantes mudaram de Łódź para Chełmno. Os policiais uniformizados atuavam como guardas. Eles também reuniam vítimas judias nos guetos vizinhos e as transportavam, em caminhões, até o centro de extermínio.
Os Prisioneiros Poloneses
Oito prisioneiros poloneses não-judeus também foram forçados a trabalhar como coveiros e em outras funções no centro de extermínio de Chełmno. Eles já haviam sido obrigados a trabalharem como sepultadores para o Sonderkommando Lange desde o final de 1939. Em Chełmno, estes poloneses não eram nem totalmente prisioneiros (tinham certa liberdade de movimento e contato com pessoas de fora) e nem totalmente funcionários (não recebiam pagamento e não tinham liberdade para ir embora). O grau e a natureza da coerção envolvida na participação deles não são claros. Relatos do período pós-Guerra feitos por dois destes prisioneiros forneceram evidências importantes sobre os acontecimentos em Chełmno. Um deles, Henryk Mania, foi posteriormente julgado e condenado por sua participação em crimes nazistas.
Esquema do Campo de Morticínio de Chełmno (Kulmhof)
Para criar o centro de extermínio de Chełmno, o oficial das SS Lange e sua equipe requisitaram diversos edifícios na aldeia de Chełmno. Entre estas construções estavam um casarão em estado precário, que fora convertido em um prédio de apartamentos antes da Guerra; mais o edifício da administração local (gmina); também o posto de bombeiros da aldeia; uma igreja e várias residências particulares. Os alemães também confiscaram uma área arborizada ao longo da estrada, ao norte da cidadezinha. Com exceção do casarão, as demais edificações serviam, em sua maioria, para alojar e alimentar o pessoal das SS e da polícia, bem como os guardas.
O centro de extermínio de Chełmno compunha-se de duas partes principais: o casarão (situado na vila de Chełmno) e uma grande clareira na floresta de Rzuchów.
Modificação da Mansão
Depois que as SS requisitaram a mansão e as áreas ao seu redor, ela foi adaptada para servir como parte do centro de extermínio. Uma cerca alta de madeira envolvia o edifício e o terreno em três lados, ocultando da vista de quem passasse pelo local o que ali dentro ocorria. A parte de trás da propriedade ficava escondida graças às características naturais do terreno. No andar principal da casa, a equipe nazista preparou salas onde as vítimas eram obrigadas a se despir e a entregar os últimos objetos de valor que ainda possuíam; no porão, os nazistas instalaram oficinas e alojamentos para um pequeno grupo de prisioneiros; e também construíram uma rampa cercada por muros, utilizada pelos executores para forçarem os prisioneiros judeus a entrarem nos caminhões de gás.
A Área Florestal
A floresta de Rzuchów, situada a aproximadamente 4 km a noroeste da aldeia de Chełmno, tornou-se o local de sepultamento das pessoas assassinadas nos caminhões de gás junto à mansão. A área era comumente chamada de "campo da floresta", e compreendia uma grande clareira cercada por árvores. Inicialmente, havia várias valas comuns na mata mas, mais tarde, quando o enorme volume dos sepultamentos em massa já não eram mais viáveis devido à falta de espaço, as SS construíram diversos tipos de fossas para incineração dos corpos e também crematórios dentro da área aberta da floresta.
O Processo de Extermínio em Chełmno (Kulmhof) no Primeiro Período, 1941-1943
Em Chełmno, os nazistas desumanizavam suas vítimas por meio de fraudes e terror. Quase todos os judeus enviados para Chełmno eram imediatamente assassinados em um processo de extermínio que os brutalizavam de forma absoluta.
Em todos os casos conhecidos, autoridades nazistas levavam prisioneiros judeus, em caminhões, até as instalações do centro de extermínio de Chełmno. Sob a guarda de membros do *Sonderkommando* alemão, as vítimas desembarcavam no pátio da casa senhorial. Em seguida, um oficial da SS ou da polícia proferia um “discurso de boas-vindas” enganoso. O oficial mentia, dizendo aos judeus que eles estavam em um campo de trânsito e que seriam transferidos para outro local para realizar trabalhos forçados. Depois, o oficial instruía os prisioneiros judeus a entrar na casa senhorial para tomar banho e passar por um processo de desinfecção. Esse discurso, bem como a maneira cordial e profissional com que era proferido, tinha como objetivo enganar as vítimas e mantê-las calmas.
Uma vez dentro da casa senhorial, os judeus em Chełmno eram forçados a se despir e a entregar seus objetos de valor. Ao contrário do que ocorria em outros centros de extermínio, as vítimas não eram separadas por gênero. Sob o pretexto de que seriam levados para tomar banho, os integrantes do *Sonderkommando* conduziam os homens, mulheres e crianças — todos nus — até o porão. Lá, os algozes forçavam as vítimas a subir uma rampa de madeira cercada por paredes, que dava acesso à parte traseira de um grande furgão fechado. Quando o interior do veículo estava tão lotado que as pessoas mal conseguiam se mover, as portas eram fechadas e lacradas. Em seguida, um oficial alemão conectava um tubo ao escapamento do furgão, e o motorista ligava o motor. O motor bombeava gases de exaustão — contendo uma alta concentração de monóxido de carbono, um gás letal — para o interior do veículo, matando as vítimas por asfixia. Testemunhas estimam que o processo de extermínio, desde o discurso de boas-vindas até a morte, levava cerca de 60 a 90 minutos.
Após a morte das vítimas, o tubo do vagão era desconectado do escapamento, e um membro do Sonderkommando alemão atuava como motorista, conduzindo o veículo até o campo na floresta para dar um destino aos cadáveres cadáveres.
Durante o período em que o centro de extermínio esteve em funcionamento, diversos furgões de gás foram utilizados em Chełmno.
Descarte dos Corpos em Chełmno (Kulmhof)
Após as vítimas serem assassinadas nos caminhões de gás junto à mansão, um motorista transportava os corpos para uma vala comum na clareira na floresta. Naquele local, os prisioneiros judeus locais eram forçados a retirar os corpos de seus correligionários do compartimento de gás na parte traseira do veículo. Os prisioneiros poloneses revistavam os cadáveres em busca de joias e objetos de valor, tais como ouro nos dentes. Membros alemães do Sonderkomando então executavam a tiros quaisquer vítimas que por acaso houvessem sobrevivido ao processo de asfixia por gás.
Durante os primeiros seis meses de funcionamento de Chełmno, os corpos das vítimas foram enterrados em valas comuns. Contudo, este método de eliminação dos cadáveres gerou problemas pois as valas se enchiam rapidamente e o mau cheiro dos corpos em decomposição espalhava-se pela região, atingindo, inclusive, vilarejos próximos.
No verão de 1942, o *Sonderkomando* interrompeu temporariamente as operações de extermínio em Chełmno para definir o que fazer com os corpos em decomposição. O oficial das SS Paul Blobel foi enviado a Chełmno para auxiliar naquela tarefa. Blobel havia comandado o Sonderkomando 4A, uma unidade integrante do Einsatzgruppe C — um grupo encarregado de execuções em massa. A unidade de Blobel foi responsável pelo massacre de quase 34.000 judeus em Babyn Yar. Posteriormente, Blobel foi designado para liderar uma nova operação ultrassecreta, denominada Sonderaktion 1005 (literalmente, "ação especial 1005"). Sua missão consistia em ocultar as evidências dos crimes nazistas, exumando as valas comuns e destruindo os restos mortais lá contidos.
No verão de 1942, em Chełmno, Blobel testou diversos métodos para descartar os corpos, inclusive com o uso de explosivos. Por fim, sob a supervisão de Blobel, as autoridades alemãs em Chełmno construíram diferentes tipos de crematórios para incinerar os cadáveres.
A partir do verão de 1942, prisioneiros judeus no acampamento da floresta foram obrigados a queimar os corpos naqueles crematórios. Na mesma época, o Sonderkomando alemão adquiriu um equipamento para triturar ossos, utilizado em Chełmno para moer quaisquer fragmentos ósseos que restassem nas cinzas. Inicialmente, os prisioneiros enterravam as cinzas no solo. Posteriormente, passaram a espalhar as cinzas pela floresta ou as lançavam em um rio próximo.
As Vítimas Assassinadas em Chełmno (Kulmhof) no Primeiro Período, 1941-1943
Os nazistas operaram o centro de extermínio de Chełmno em dois períodos. O primeiro período estendeu-se de dezembro de 1941 a abril de 1943. A maior parte das vítimas de Chełmno foi assassinada durante este período. A esmagadora maioria dos homens, mulheres e crianças judeus mortos em Chełmno eram israelitas poloneses provenientes da região de Warthegau.
As Primeiras Vítimas de Chełmno - Dezembro de 1941
As primeiras vítimas de Chełmno foram judeus trazidos ao centro de extermínio em caminhões, provenientes de cidades e vilarejos próximos, em dezembro de 1941. Estas vítimas iniciais eram judeus da cidade de Koło e dos vilarejos de Dąbie e Dobra. Entre as vítimas estavam Shlomo Gruenfeld, de Dąbie, e Ester e Pola Jakubowicz, de Dobra.
O Assassinato dos Romanis (Ciganos) do Gueto de Łódź, - Janeiro de 1942
No início de janeiro de 1942, os nazistas assassinaram vários romanis (denominados depreciativamente como “ciganos”) no campo de morticínio de Chełmno. Eles eram ciganos da sub-etnia Romani que as autoridades alemãs nazistas haviam deportado da Áustria para o gueto de Łódź em novembro de 1941. Cerca de 5.000 romanis foram presos em uma seção separada do gueto. Muito pouco havia sido preparado para sua chegada e eles não tinham acesso a instalações e suprimentos básicos. O tifo se espalhou rapidamente. Centenas de ciganos morreram em apenas algumas semanas. No início de janeiro, as autoridades alemãs assassinaram os prisioneiros ciganos restantes, cerca de 4.300 pessoas, no campo de morticínio de Chełmno.
Transportes de Judeus do Gueto de Łódź - Janeiro-Setembro de 1942
A partir de 16 de janeiro de 1942, as autoridades nazistas transportaram dezenas de milhares de judeus do gueto de Łódź para o campo de morticínio de Chełmno. Hans Biebow (o chefe da administração do gueto alemão) e outras autoridades alemãs pretendiam usar os transportes para transformar o gueto de Łódź em um local de trabalho para os prisioneiros-escravos. Qualquer pessoa considerada incapaz para o trabalho era assassinada em Chełmno. A incerteza e a perda causada por estes transportes devastaram e desestabilizaram a população do gueto.
Os transportes do gueto ocorreram em várias ondas. Um comitê nomeado por Chaim Rumkowski, chefe do Conselho Judaico, determinava quem do gueto seria escolhido para ir para Chelmno. Em 2 de abril, as autoridades alemãs transportaram mais de 44.000 judeus do gueto para Chełmno. Entre eles estavam os membros mais marginalizados da comunidade: os pobres, os desempregados, os refugiados de fora de Łódź e as pessoas que foram pegas violando as regras do gueto.
Em maio de 1942, as autoridades voltaram-se para um subgrupo específico da população do gueto: judeus que haviam sido deportados para o gueto de Łódź no final de 1941, vindos de Viena, Praga, Luxemburgo, Berlim e de outras cidades alemãs. Em maio de 1942, as autoridades alemãs transportaram quase 11.000 pessoas deste grupo para Chełmno, onde foram assassinadas. Muitas delas eram idosas ou estavam doentes. Entre as vítimas estavam Ignatz e Regine Auerbach, ambos na faixa dos sessenta anos. O casal Auerbach havia sido deportado de Viena para o gueto de Łódź em outubro de 1941.
Após uma pausa de três meses, os transportes do gueto de Łódź para Chełmno foram retomados em setembro de 1942. Naquele mês, mais de 15.000 judeus — principalmente crianças, doentes e idosos — foram retirados do gueto e assassinados em Chełmno. Muitas das crianças foram separadas à força de suas famílias depois que Rumkowski pediu à população do gueto que sacrificassem seus filhos. Entre as crianças assassinadas estavam Mosze Lapides e sua irmã mais nova, Miriam.
No total, em Chelmno, as autoridades alemãs assassinaram mais de 70.000 homens, mulheres e crianças israelitas provenientes do gueto de Łódź ao longo do ano de 1942.
Transportes de Outras Cidades e Aldeias no Condado do Reich - Janeiro a Setembro de 1942
Além das deportações do gueto de Łódź, as SS e a polícia também deportaram judeus das cidades em todo o Condado do Reich para o campo de morticínio de Chełmno em 1942, incluíndo as comunidades judaicas de guetos nas cidades de Kutno, Grabów, Pabianice, Brzeziny, Łask, Bełchatów, e outros locais.
Naquelas cidades, as autoridades nazistas geralmente classificavam a população dos guetos em dois grupos. Eles escolhiam alguns judeus para trabalho escravo no gueto de Łódź, enquanto outros eram levados a Chełmno. Testemunhas descreveram a brutalidade das batidas policiais naqueles guetos. As autoridades nazistas, muitas vezes lideradas por Hans Biebow, aterrorizavam e assassinavam pessoas durante aquele processo. Em muitos casos, os perpetradores prendiam israelitas por dias em uma igreja, escola ou sinagoga, privando as vítimas de água ou comida. Por fim, eles colocavam as vítimas enfraquecidas e aterrorizadas nos caminhões que seguiam diretamente para o campo de morticínio de Chełmno, onde as vítimas eram assassinadas.
Entre as vítimas desses guetos estavam Jonas e Pesa Wasilkowski e dois de seus filhos, Cela e Josef. A família foi retirada do gueto de Ozorków e assassinada em Chełmno na primavera de 1942.
Vítimas Desconhecidas
Há evidências de que existem vítimas de Chełmno desconhecidas ou não confirmadas que permanecem até hoje sem registro. Existe um relato de testemunhas descrevendo um transporte de judeus que falavam francês; a origem deste grupo é desconhecida. É possível, também, que um outro transporte, vindo do gueto de Łódź, tenha chegado a Chełmno em fevereiro de 1943. Além disto, há depoimentos que descrevem o assassinato de prisioneiros de guerra soviéticos, soldados poloneses e idosos poloneses provenientes de um asilo. É provável, ainda, que, no outono de 1942, os nazistas tenham assassinado crianças tchecas que haviam sido sequestradas da cidade de Lidice [OBS: No estado do Rio de Janeiro existe uma cidade com o nome de Lídice em homenagem aos mortos daquela área urbana].
O Trabalho Escravo dos Prisioneiros Judeus em Chełmno (Kulmhof)
Em Chełmno, um pequeno grupo de prisioneiros judeus foi selecionado para realizar trabalhos escravos no centro de extermínio. Eles eram encarregados de separar os pertences das vítimas e descartar seus corpos. Alguns prisioneiros que possuíam habilidades específicas foram obrigados a fabricar ou consertar objetos para o *Sonderhomando* alemão. Após a fuga de dois prisioneiros em janeiro de 1942, os demais escravos israelitas passaram a ter que usar correntes nas pernas enquanto executavam suas tarefas macabras. Os membros do *Sonderkommando* alemão frequentemente atiravam contra os prisioneiros ou os matavam por infrações insignificantes, ou simplesmente por pura diversão.
O trabalho escravo em Chełmno era ainda mais brutal e traumático que em outros locais devido à proximidade à área da violência. Os nazistas criaram o centro de extermínio de Chełmno com o objetivo de assassinar judeus provenientes de uma região relativamente pequena, e isto significava que muitos dos prisioneiros submetidos ao trabalho escravo presenciavam a aniquilação de suas próprias famílias e comunidades antes de serem, eles mesmos, assassinados. As poucas testemunhas judias que sobreviveram descreveram a devastação que sentiram ao se depararem — junto a outros prisioneiros israelitas — com os corpos ou os pertences de seus familiares assassinados. Relataram também que os prisioneiros forçados costumavam recitar o *Kaddish*, a oração judaica pelos mortos.
Como eu soube que minha mãe havia chegado a Chełmno? Havia muitas bolsas, uma montanha de bolsas. Certa vez, encontrei uma bolsa que continha fotos da minha mãe e todos os documentos dela.
Szymon Srebrnik, sobrevivente de Chełmno
Naquele dia (uma terça-feira), os corpos de minha esposa e de meus dois filhos — um menino de sete anos e uma menina de quatro — foram retirados da terceira leva que chegou, em um caminhão, à floresta de Chełmno. Deitei-me ao lado do corpo de minha esposa. Eu queria que atirassem em mim.
Michał Podchlebnik, sobrevivente de Chełmno
Fechamento de Chełmno (Kulmhof) - Setembro de 1942 a abril de 1943
No outono de 1942, as autoridades alemãs de Warthegau interromperam a deportação sistemática de judeus para Chełmno. Naquela ocasião, a única população judaica de porte ainda viva em Warthegau encontrava-se no gueto de Łódź. Ali, dezenas de milhares de judeus — a maioria proveniente de Łódź e de outras partes de Warthegau — eram mantidas vivas para trabalharem em fábricas e oficinas que serviam ao esforço de guerra alemão.
Com a interrupção das deportações, o *Sonderkommando* alemão começou a desmantelar Chełmno. Entre o outono de 1942 e a primavera de 1943, os alemães tentaram ocultar a existência daquele centro de extermínio. Eles obrigaram os prisioneiros judeus restantes a continuarem dando destino aos cadáveres enquanto tentavam cobrir as valas comuns plantando árvores na floresta. Na primavera de 1943, os membros do *Sonderkommando* alemão assassinaram todos os trabalhadores escravos judeus que ainda restavam, e em 7 de abril de 1943 tentaram explodir a casa senhorial. Os últimos oficiais alemães nazistas deixaram o vilarejo de Chełmno no dia 11 de abril. Um pequeno contingente de guardas permaneceu no local, com o objetivo de garantir o sigilo sobre o campo na floresta.
O Segundo Período: Reabertura de Chełmno (Kulmhof) e Destruição do Gueto de Łódź, 1944
No início de 1944, autoridades das SS e da polícia decidiram reabrir o centro de extermínio de Chełmno, com o objetivo de assassinar os habitantes que ainda restavam no gueto de Łódź. Os membros dos *SS-Sonderkommando Bothman* foram convocados de volta de suas outras funções. Em março de 1944, o *Sonderkommando* retornou ao vilarejo de Chełmno. Como haviam destruído a infraestrutura do centro de extermínio na primavera de 1943, foi necessário reconstruir e reestruturar o campo. Isto incluiu a construção de barracões para que as vítimas pudessem se despir (já que a mansão original havia sido implodida) e a criação de novos crematórios.
Os transportes do gueto de Łódź para o reaberto centro de extermínio de Chełmno foram retomados em 23 de junho de 1944. Os judeus do gueto foram enganados e convidados a se voluntariar para um "serviço de trabalho especial" fora do gueto. Entre 23 de junho e 14 de julho, mais de 7.000 pessoas foram levadas do gueto para Chełmno em dez unidades de transportes. Quase todas elas foram assassinadas.
Neste segundo período, as autoridades nazistas alteraram o procedimento de chegada. Em 1944, os judeus provenientes do gueto de Łódź chegavam de trem à cidade de Chełmno e, em seguida, eram levados à igreja do vilarejo, onde eram obrigados a passar a noite. Pela manhã, eram transportados em caminhões até o campo na floresta, onde eram assassinados por meio de gás tóxico em caminhões adaptados como câmaras de gás. Na sequência, prisioneiros judeus eram forçados a retirarem os cadáveres dos veículos e incinerarem os corpos nos crematórios recém-reconstruídos.
O Fim de Chełmno (Kulmhof) - 1944-1945
Em julho de 1944, os transportes de Łódź para Chełmno foram interrompidos por motivos que ainda não são totalmente claros. Em agosto de 1944, quando a destruição do gueto de Łódź foi retomada, os prisioneiros judeus restantes foram enviados para Auschwitz-Birkenau.
Em agosto de 1944, o *Sonderkommando* alemão começou, mais uma vez, a desmontar lentamente o centro de extermínio de Chełmno. Na noite de 17 de janeiro de 1945, eles fuzilaram os prisioneiros judeus que ainda restavam. Alguns prisioneiros atacaram os guardas e tentaram escapar. No dia seguinte, os alemães abandonaram o que restava do centro de extermínio. As forças soviéticas, anti-nazistas, chegaram ao local pouco tempo depois.
Nos anos que se seguiram, vários perpetradores nazistas responsáveis pelos acontecimentos em Chełmno foram executados por seus crimes. Entre eles estavam Hans Biebow (1947), Arthur Greiser (1946) e Paul Blobel (1951). Os dois comandantes de Chełmno, Herbert Lange e Hans Bothmann, não chegaram a ser julgados; Lange morreu durante a Batalha de Berlim, e Bothmann suicidou-se enquanto estava sob custódia britânica. Mais tarde, na década de 1960, vários membros do *Sonderkommando* alemão foram condenados a penas de prisão por crimes-de-guerra.
Conhecimento Sobre o Campo de Morticínio de Chełmno (Kulmhof)
Apesar de sua importância, Chełmno é um dos locais menos conhecidos do período do Holocausto. Isto ocorre, em parte, porque as autoridades da Alemanha nazista tentaram manter Chełmno em segredo, recorrendo a diversas formas de fraudes para ocultar a existência daquele centro de extermínio. Elas também tentaram apagar os vestígios de seus crimes, destruindo documentos, demolindo edificações e incinerando os corpos de suas vítimas. O objetivo era apagar a existência do campo e a memória dos judeus ali assassinados. Apesar de tais esforços, os crimes cometidos pela Alemanha nazista no centro de extermínio de Chełmno não permaneceram em segredo.
Os Fugitivos de Chełmno (Kulmhof) Foram Fontes de Informação
Uma fonte importante de informações sobre Chełmno provém de pessoas que conseguiram escapar após terem sido submetidas a trabalhos escravos. Pelo menos sete homens judeus escaparam de Chełmno. Cinco deles fugiram em 1942, durante o primeiro período de funcionamento do centro de extermínio. Abram Rój, Michał (Mordechai) Podchlebnik e Szlama ber Winer escaparam em janeiro de 1942. Yerachmiel Widawski e Yitzhak Justmann fugiram mais tarde naquele mesmo ano. Outros dois homens, Mieczysław Żurawski e Szymon Srebrnik, escaparam de Chełmno na noite de 17 de janeiro de 1945, durante a liquidação final do campo.
Os homens que escaparam de Chełmno em 1942 tentaram alertar os judeus das comunidades vizinhas sobre o assassinato em massa que estava ocorrendo naquele centro de extermínio. A notícia chegou ao gueto de Grabów e ao gueto de Łódź ainda em janeiro de 1942, pouco depois do início dos assassinatos em massa em Chełmno.
O relato de Szlama ber Winer sobre o que presenciou em Chełmno é particularmente notável. Poucas semanas após sua fuga, Winer conseguiu chegar ao gueto de Varsóvia. Lá, ele relatou suas experiências a um movimento clandestino judaico chamado Oneg Shabbat. Este grupo registrou o depoimento de Winer em fevereiro de 1942 e incorporou as informações em um relatório datado de março de 1942. O documento foi enviado clandestinamente ao governo polonês no exílio, em Londres. Em 2 de julho de 1942, o conteúdo apareceu em um artigo do jornal estadunidense *The New York Times*, publicado na sexta página. Mais tarde, Winer foi assassinado no centro de extermínio de Belzec. O relato em primeira mão de Winer, bem como o relatório nele baseado, foram enterrados junto ao arquivo do Oneg Shabbat e recuperados após a Guerra.
Investigações, Testemunhos e Julgamentos do Pós-Guerra
Imediatamente após a chegada dos soviéticos em janeiro de 1945, foram iniciadas investigações sobre os acontecimentos em Chełmno, e os soviéticos elaboraram um breve relatório. Em seguida, a Comissão Principal para a Investigação de Crimes Alemães na Polônia e a Comissão Histórica Judaica Central começaram a investigar os eventos em Chełmno. Uma delegação destas comissões visitou o local em maio de 1945. No mês seguinte, o juiz Władysław Bednarz foi designado pelo Ministério da Justiça da Polônia para conduzir uma investigação oficial sobre os crimes cometidos em Chełmno. Como parte de seu trabalho, Bednarz coletou depoimentos de três sobreviventes, bem como de moradores locais. Ele também coordenou os primeiros trabalhos de escavação e a exumação das sepulturas individuais e coletivas. As conclusões do juiz Bednarz foram publicadas em 1946.
Em 1961, dois sobreviventes de Chełmno, Srebrnik e Podchlebnik, prestaram depoimento no julgamento de Adolf Eichmann, levado a cabo em em Israel, o qual foi transmitido pela televisão para todo o mundo. Eles descreveram, para uma audiência global, o que haviam presenciado e como suas famílias e comunidades foram assassinadas. Posteriormente, entre 1962 e 1963, doze membros do *Sonderkommando* alemão foram julgados na então Alemanha Ocidental. Os depoimentos de sobreviventes, perpetradores e testemunhas, reunidos para este julgamento, também forneceram informações importantes.
Número de Vítimas de Chełmno (Kulmhof)
Como os autores dos crimes provavelmente destruíram a maior parte da documentação relacionada a Chełmno, o número exato de vítimas deste centro de extermínio é desconhecido. No entanto, com base em registros alemães remanescentes, pesquisadores e tribunais calcularam que pelo menos 152.000 judeus e 4.300 romanis (ciganos) foram assassinados em Chełmno, além de um número indeterminado de poloneses (não-judeus) e de prisioneiros de guerra soviéticos que também foram mortos no local. Os registros incluem o relatório Korherr, os documentos do gueto de Łódź e outros registros que sobreviveram. Contudo, com base em dados demográficos dos guetos na região de Warthegau e em depoimentos de testemunhas, tudo indica que o número de vítimas judias tenha sido um pouco maior. Estima-se que o total de vítimas israelitas em Chełmno tenha sido entre 152.000 e 200.000 pessoas.
No total, a Alemanha nazista assassinou pelo menos 156.300 pessoas em Chełmno (Kulmhof). Este contingente de vítimas inclui, no mínimo, 152.000 judeus e cerca de 4.300 romanis (ciganos). A esmagadora maioria das pessoas mortas em Chełmno foi composta por judeus poloneses provenientes da região de Warthegau.