Cartaz usado durante o boicote anti-semita: “Ajudem a libertar a Alemanha do dinheiro judeu. Não comprem em lojas de judeus." Alemanha, 1933.
Leia MaisVista da Cerca de arame farpado que separava parte do gueto da Cracóvia do restante da cidade. Cracóvia, Polônia. Foto de data incerta.
Leia MaisDeportação do gueto de Cracóvia na ocasião em que o mesmo foi extinto. Cracóvia, Polônia, março de 1943.
Leia MaisIsadore e sua esposa Sossia tinham sete filhos do sexo masculino. Os nove Frenkiels, judeus religiosos e pobres, viviam em um apartamento de apenas um aposento em uma cidade perto de Varsóvia, de nome Gabin. Assim como a maioria dos demais habitantes do local, eles viviam no centro da cidade, perto de uma sinagoga. Isadore trabalhava de forma independente fazendo bonés, os quais vendia no mercado semanal da cidade, e também para a polícia e os militares.
1933-39: Isadore sentiu os efeitos econômicos da Grande Depressão, mas embora pobre, trabalhando muito, foi capaz de prover o sustento de sua família. Pouco após os alemães invadirem a Polônia, em 1 de setembro de 1939, os nazistas ocuparam Gabin. Dez pessoas foram assassinadas a tiros nas ruas; outras, como professores e médicos, foram levados à força para fora da cidade. Os soldados alemães encurralaram os judeus do sexo masculino na área do mercado, encharcaram as paredes da sinagoga com gasolina, e atearam fogo ao templo.
1940-42: Em 1941 os Frenkiels ouviram rumores de que os alemães estavam evacuando os moradores de algumas cidades e deportando os judeus que nelas residiam para um campo-de-extermínio. Um primo, que havia conseguido escapar dos transporte dos judeus para a morte, confirmou os rumores de que os judeus estavam sendo massacrados: "Os nazistas colocam você em um caminhão fechado, o sufocam com gases, e depois jogam seu corpo numa cova com fogo". O filho de Isadore, de apenas três anos, correu chorando para abraçar a mãe, e perguntou: "Eles vão me queimar também?" Isadore pediu que seu primo contasse o que sabia para as pessoas adultas dentre os judeus, mas eles não conseguiam acreditar que algo tão terrível assim acontecia, e pediram que ele fosse embora da cidade.
Em maio de 1942, os judeus de Gabin foram deportados para o campo de extermínio de Chelmno. Isadore, Sossia e quatro de seus filhos foram colocados em um veículo vedado, onde foram asfixiados com gases mortais vindos do exaustor da própria van.
Leia MaisHilda era a mais nova dos seis filhos de um casal judeu que vivia em um pequeno município da Morávia, onde seu pai administrava uma loja de grãos e de tecidos. Sua família falava tcheco e alemão em casa. Quando jovem, Hilda era uma muito cheia de energia e competia na equipe de natação Maccabi*. Ela frequentava uma escola pública de ensino médio em Hodinin e queria ser assistente de dentista.
1933-39: Em fevereiro de 1933, Hilda mudou-se para a Morávia, capital de Brno, onde frequentou uma escola [técnica] de odontologia. Em 23 de dezembro de 1935, ela casou-se com Leo Nitschke, e dois anos depois graduou-se. Em março de 1939, os alemães ocuparam a Boêmia e a Morávia e rapidamente impuseram restrições sobre a população judaica. Os alemães despejaram os Nitschke de sua residência e, como Hilda era judia, foi proibida de tratar pacientes não-judeus.
1940-44: Os Nitschke foram morar com a família da irmã de Leo, Edita. Hilda foi trabalhar como assistente de um dentista judeu. Em junho de 1943, Hilda e Leo foram deportados, juntamente com a família de Edita, para o gueto de Theresienstadt, no oeste da Tchecoslováquia. No dia 28 de outubro de 1944, Hilda, Leo e a família de Edita foram deportados para Auschwitz. Lá, Hilda foi selecionada para o trabalho escravo. Ela foi transferida para o campo de concentração de Bergen-Belsen e trabalhou em uma fábrica de aviões em Raguhn.
Hilda retornou a Theresienstadt quando aquele gueto foi libertado, em maio de 1945. Depois da Guerra, ela retornou a Brno, onde tomou conhecimento que seu marido havia morrido em Auschwitz.
Macabi - Em homenagem aos Macabeus, os quais, apesar de se pequeno número, derrotaram os antigos gregos que conquistaram profanaram o Templo de Jerusalém, cerca de dois séculos antes da Era Comum.
Leia MaisA rede ferroviária européia desempenhou uma função crucial na implantação da "Solução Final". Judeus da Alemanha e das áreas da Europa ocupadas pelos nazistas eram deportados por via ferroviária para os campos de extermínio na Polônia, onde eram mortos. Os alemães tentavam ocultar suas intenções, referindo-se às deportações como "recolonização das terras do leste". Diziam às vítimas que elas estavam sendo levadas para campos de trabalho, mas na realidade, de 1942 em diante, para a maioria dos judeus, ser deportado significava ser levado para os centros de extermínio. Deportações naquela escala exigiram a coordenação de diversos ministérios do governo alemão, incluíndo o Serviço Central de Segurança do Reich (RSHA), o Ministério dos Transportes e o Ministério do Exterior. O RSHA coordenava e dirigia as deportações; o Ministério dos Transportes organizava o planejamento dos trens; e o Ministério do Exterior negociava com os Estados aliados da Alemanha a transferência dos seus judeus para os campos.
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