Forced labor in the quarry of the Mauthausen concentration camp. [LCID: 12352]

Sistema Nazista de Campos

Sistema Nazista de Campos Inicialmente, os campos funcionavam como parte do sistema de repressão contra os oponentes políticos do estado nazista. Nos primeiros anos do Terceiro Reich, os nazistas prendiam principalmente comunistas e socialistas, mas por volta de 1935 o regime também passou a perseguir aqueles que eram considerados”racial ou biologicamente inferiores”, principalmente os judeus e ciganos. Durante a Segunda Guerra Mundial, a organização e escala do sistema nazista de campos se expandiu rapidamente e o propósito dos campos foi ampliado: além de locais de detenção, os campos passaram a guardar prisioneiros para o trabalho escravo e para o assassinato puro e simples.

Por toda a Europa ocupada, os alemães prendiam a quem resistisse a seu domínio e aqueles a quem consideravam “racialmente inferiores” ou “politicamente inaceitáveis”. Os que eram detidos por resistir ao domínio alemão, eram geralmente enviados para campos de trabalhos escravo ou os de concentração. A Guerra gerou um enorme crescimento no número de campos e prisioneiros. Em três anos, o número de presos quadruplicou, passando dos 25.000 de antes da Guerra para cerca de 100.000 em março de 1942. A população dos campos passou a incluir prisioneiros de quase todas as nacionalidades européias, e em todos os campos de concentração eles trabalhavam literalmente até morrer. Segundo relatórios das SS, em janeiro de 1945 havia mais de 700.000 prisioneiros registrados naqueles campos.

Os alemães deportaram judeus de toda a Europa ocupada para os campos de extermínio na Polônia, onde eram sistematicamente assassinados, e também para os campos de concentração, onde eram usados para trabalhos escravo – “extermínio por meio do trabalho”. Várias centenas de milhares de ciganos e prisioneiros de guerra soviéticos também foram assim massacrados.

DATAS IMPORTANTES

3 DE SETEMBRO DE 1939
ALEMÃES INSATISFEITOS SÃO DEPORTADOS PARA CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO

Três dias após o início da Segunda Guerra Mundial, o comandante do Serviço de Segurança (SD), Reinhard Heydrich, ordenou a prisão imediata de qualquer pessoa que manifestasse publicamente dúvidas sobre a vitória da Alemanha na Guerra ou sobre sua natureza. Com o avanço do conflito, aumentou o número de pessoas presas. Muitas foram deportadas, sem qualquer tipo de julgamento, diretamente para os campos de concentração.

7 DE DEZEMBRO DE 1941
HITLER DECRETA A POLÍTICA "NOITE E NEBLINA"

O chefe do alto comando das forças armadas alemãs, Wilhelm Keitel, sob as ordens de Adolf Hitler, emitiu um decreto denominado "Noite e Neblina". Aqueles que resistissem ao regime alemão nos territórios ocupados pelos nazistas deveriam ser detidos e deportados para os campos de concentração na Alemanha. As pessoas detidas, simplesmente desapareciam em meio à “Noite e [a] Neblina”. Seus familiares não eram informados sobre seus destinos. Cerca de 7.000 pessoas, a maioria francesas, foram presas sob os termos daquele decreto, e a maior parte delas foi deportada para os campos de concentração de Gross-Rosen e Natzweiler-Struthof.

18 DE SETEMBRO DE 1942
PRISIONEIROS SUBMETIDOS A EXTERMÍNIO POR MEIO DO TRABALHO FORÇADO

O ministro da justiça e as SS firmaram um acordo passando a transferência sistemática dos prisioneiros à jurisdição das SS. Aquele ministro concordou que todos os judeus, ciganos e ucranianos, assim como poloneses condenados a mais de três anos de prisão, e tchecos e alemães condenados a mais de oito anos de cárcere, tornar-se-iam responsabilidade exclusiva das SS. Aqueles prisioneiros foram submetidos ao “extermínio por meio do trabalho”, ou seja, eram forçados a trabalhar nos campos até morrerem de exaustão.